O amor vinha e voltava, pareciam ondas em toques frios.
A pedra de sal do coração, bombeava jatos quentes sanguineos, com esta leveza.
Ao sentir.
A enxurrada percorria meu corpo, por cada canto.
Me recordo e questiono como aquela frieza me aquecia?
A ausência do fogo explicava tudo.
Meio tempo fora dela, já me faltava o fôlego.
E o amor fugia, então.
O gostoso era sentir o frio me esquentar.
O gostoso era a sensação do borbulhar.
Àgua morna num chão frio, faz o vapor subir no ar.
A pedra dura, retém um pouco o desaguar.
Ela escorre sobre a pedra, soltando uma fina fumaça.
Mas a agúa, se não evapora nela, espalha-se.
Com este fugir.
Resta a sensação do vapor, em fim.
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