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domingo, 21 de junho de 2009

Barquinhos ao mar, portos seguros a buscar.

Minha amiga de quarto Severina, morava ha uns cinco anos atras com sua tia numa cidadezinha do interior, aqui perto. A coitada sofria bastante la com ela. A mulher a tinha como uma escrava, e ate batia nela, quando com sua preguiça de não fazer nada, após exigir muito, a deixava estafada.
Hoje ela nem gosta de falar disso para não sofrer novamente.
A velha morreu fazem uns dois anos, Severina providenciou de tudo, para lhe dar um enterro descente.
A politica da tia de severina era espalhar pontos negativos sobre a vida dela, alem dos maltratos que a molestavam diariamente. Isso a desorientava, e cada vez mais a velha exigia e deitava.
Temos um barzinho hoje em dia, são muitos fregueses nos fins de tarde, todos se encantam muito com a gentileza e simpatia da minha amiga, quando vem me ajudar nele, enquanto seu filhinho esta estudando na escola.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Tambaba, num dia de muito sol.


- Que sol danado alemão, vamos para baixo daquela barraca alí, ja tou queimado demais.
- Fica frio Helmany a coisa aqui tá boa demais, olha aquela garotona ali, visse os seios dela? Que lapa! Danadinha !!!
- Claro seu idiota, onde nós estamos, aqui, tu não notou? Tá todo mundo nú.
- Ih, tinha visto alguma coisa estranha mesmo, mas que coisa, é de nudismo é?  Tou piorando mesmo, bem que o doutor falou para mim, minha  doença não tem cura, vou deixar de beber amigo. Ainda por cima perdi a compostura total, encarando o corpitcho daquela gatona, eu não podia fazer essas coisas. Será que ela viu? Tú acha?
- Fica ai, volto já, alemão.
- Tá, tú não quer que eu va também, Hermany?
- Fica ai se divertindo com a garotona – falou Hermany e se foi, para a sombra.
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- Tudo bem amigão, agente se vê daqui a pouco, tchauzin.
Três horas depois, já anoitecendo ...
- Meu irmão, me lasquei todinho, tou virado num pimentão, vamos embora, fui comido pelo sol, fiquei em carne viva. O melhor era ter aceitado o seu convite para nos protegermos do sol, naquela hora quando você me chamou – disse o alemão bem aperriado, com cara de sofrido.
- Vamos abestalhado, o que você ganhou com tua burrice? Veja só, você não estava vendo, mas enquanto estava ai, torrando, eu estava falando numa boa, com três gatas, elas gostaram muito de mim e me chamaram para irmos pegar um cineminha básico na praia, mais tarde. Depois disseram que estavam para toda obra, iam faltar horas para nossas brincadeiras. Agora vem a parte ruim para você, querem exclusividade, você está fora, amigo. Desculpa, sinto demais isto, não aproveitaremos juntos desta vez a  noitada.
- Puxa, é mesmo, eu fui muito apressado e ganancioso, mas também amigo, a mulher ficou tão pertinho de mim que dava para eu sentir o cheirinho gostoso dela. Foi demais a proximidade, o problema é que fiquei assim, como voce esta vendo, que merda!!!
- É , pau que nasce torto nunca se endireita, vamo , inocente ...

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Um calango mudou tudo, mas não foi tanto assim, já estava acabando.

Zezinho fez dezoito anos na segunda-feira da semana passada, ganhou cem reais de presente dos pais para ir à boate com os amigos, conforme tinha pedido, para comemorar a data.
Na boate, dançou com suas amigacalango-aceso-acusticos com quem costumava frequentar as noites. Dançou até às tres da madrugada, até forró rolou, não descolou nem pensamento bom.
Chamou seu colega para ir embora, com uma idéia brilhante.
- Francisco tenho uma idéia, ainda tenho setenta reais, tem uma casa noturna aqui perto excelente, dizem que só tem gata de primeira lá, e cobram pouco por um programa.
- Vamos embora Zezinho, meu amigão, disse seu colega.
Atravessaram o quarteirão e chegaram no paraíso, que seria o fim da noite deles.

Logo descolaram duas garotas, após verem elas no queijo dançando, não beberam nada lá, pois se fizessem iam ficar chupando dedo, sem os finalmentes. As meninas tinham por volta de dezenove anos por coincidência, e eram loirinhas, lindas.

- Onde vocês sugerem que vamos? A grana só dá para o básico, vamos ter de ficar no mesmo quarto, me restou apenas vinte mangos, tirando o de vocês duas gatinhas lindas, palavras de zezinho. E se foram, contentes caminhando.
- Aqui perto, amores, tem um lance bem baratinho, disse uma delas. Acho que vocês vão gostar, sem luxo, uma cama de casal e ventilador de teto, com um banheirinho, tudo bem simples mas dá para o gasto dagente, lindos.
Franciscão ja todo animado, quando passou por uma banca de revistas, comprou uma de sexo tântrico. Coisa de última moda, pensou ele.
- Cara vai ser demais, uma noite arretada, se conseguirmos fazer essas coisas. Olha só, cada foto. E as modelos, parecem com vocês, princesas – falou, e meteu um beijo na sua.
Conseguiram ficar num só quarto os dois casais, rolou de tudo, a revistinha dava a eles noções de como melhorar as coisas.
Quando já estavam perto de sair, um calango botou a cabeça embaixo da
Quarto%20Casalcama, uma das meninas meteu o pé em cima e deu um grito danado. Resolveu ir embora chamando a outra.
- Vou embora, foi bom valeu, espero que nos vejamos novamente, é só vocês irem novamente lá onde nos pegou, não vão ficar chateados não é? - falou a mais cansada das duas, a que pisou no bicho.
- Tudo bem - disse Zezinho, já está na hora mesmo.
Acabou o aniversário do rapaz, e o dinheiro também.
- Puxa Francisco, você não tinha nada que ter comprado aquela revista, eu estava pensando numa coisa mais light, você deixou as garotas doidas. Além de tudo, ainda quis ficar com a minha, da próxima vez acho que você está fora. Não gasto mais um centavo com você.
- Vai te catar garoto, eu tenho culpa de você ser broxa, eu é que não saio mais contigo, boiola.
E nunca mais sairam juntos desde aquele dia.

sábado, 6 de junho de 2009

De volta, após o frio da rua.

Acordando.
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Já eram por volta das três horas da tarde do domingo. Havia me acordado havia pouco tempo. Não almocei. Tomei um copo de leite com bananas e me senti satisfeito com aquilo, pronto para aguentar até o jantar.
Disse a Marcelo que ia à casa de meus amigos, para juntos assistirmos uns vídeos novos que tinha baixado da internet. Tinha de tudo nos arquivos, nós íamos aproveitar bastante até a noite quando pretendia voltar para minha casa, resolver a situação do dia anterior. Achei melhor aproveitar um pouco mais minha liberdade momentânea.
Me despedi de meu irmão e saí.
Já na rua, peguei meu MP4 e liguei, meti a mão no bolso e vi que tinha deixado o cabo em casa, ia complicar para passar os vídeos para o PC de meu amigo. Quis voltar para casa naquela hora, aí resolvi que não deveria voltar por enquanto, devia dar mais um tempo, até enfrentar aquelas ferinhas, querendo me morder, junto com a patroa brava. Minha família.
Também não fui á casa dos meus amigos, fui em direção ao Parque, remoer a confusão da mulher.
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Procurei um banco para sentar, passei pela árvore da madrugada anterior. Lembrei de Madá, e do que fizemos alí embaixo, juntinhos, sem culpa nenhuma entre nós.
Veio à minha mente aquela sensação gostosa de estar ao ar livre namorando, sentindo o ar frio, o ruído de folhas ao vento, além do corpo quente e macio da companheira da hora.
De repente lembro da coisa me tocando, quando eu estava bem relaxado, no meu romance. O ratão gordo, segundo Madá.

Vista, e cheiro.

Achei um banco, perto dele, vi um ratinho podre, na beira do lago, com formigas a devorar sua carne, e alguns tapurús brancos por cima. Fui me afastando um pouco devagar. Senti o mau cheiro da degeneração daquela carne.
Era cedo ainda, sentei e comecei a armar uma conversa e possibilidades para resolver o meu problema doméstico. Escutando músicas pelos headphones.
jyt Ainda dava para avistar Jureminha - a ratinha. Ela acaba de receber a visita dos seus três filhotinhos, da sua última ninhada.
Pareciam buscar em seus peitos o leitinho para saciar o que lhes matava, querendo mamar como estavam acostumados.
A ausência repentina de sua mãe, dava-lhe pouco tempo de vida. O instinto animal os levou até ali. Numa longa procura.
As formigas que comiam sua mãe mordiam-lhes nos focinhos, eles soltavam um grunhido, mas continuavam insistindo, no ato de procurar sulgar os seios da defunta, ignorando tudo de ruim dali.
No céu, bem do alto, começa a descer um urubú enorme, sentindo a oportunidade de saciar-se. Aproxima-se do corpinho no chão, os filhotinhos fogem, assustados com a ave.
Um deles, não consegue, torna-se a primeira refeição do gigante negro.
Os outros, com certeza também irão encontrar um fim doloroso, mas diferente. Espalharam-se pelo Parque, correndo da morte.
 
A ave de rapina olha o ser que despertou-lhe o desejo, começa a devorar-lhe, arrancando-lhe os pedaços.der
Vejo a cena, e fico observando o urubú trabalhando, limpando a grama do Parque.


Voltando.

Já estava anoitecendo, me levantei, já tinha no pensamento a idéia do que ia fazer, quando chegasse em casa.
Andei mais um tempo pela cidade um pouco além do cair da noite, respirei fundo e fui para meu lar por meu plano em prática.
Bato na porta, a patroa abre, ainda de cara feia ... 

… a esperança da solução está perto, na próxima rodada, vamos ver se acertei …
até breve.

Sonho pesado, dia triste.

Início Romântico.


Eu e minha amante Madalena, fomos em uma noite de sábado ao parque da cidade. Sabíamos que ninguém nos veria lá. As pessoas não costumavam frequentar lá de noite, era perigoso demais.
O fato de nós estarmos naquele lugar - o que não seria comum (pois sou uma pessoa comprometida), foi que eu tinha brigado com todos na minha casa, fiquei com muita raiva, e resolvi passar a noite fora, longe daquele ambiente hostil.
Aquilo ali tinha se tornado para mim horrível, um inferno. Com minha companheira e meus filhos em ataque feroz.
Disse ao pessoal que ia para casa de meu irmão. Saí revoltado.
Quando cheguei na casa de Marcelo, antes de entrar, avistei Madá, coleguinha de longas datas. Ela estava sentada na calçada, perto da casa em que eu pretendia passar aquela noite.
Eu a chamei, conversamos, e a convidei para saírmos juntos. Contei para ela da minha situação, estava muito chateado, queria desestressar. Ela me entendeu e nós fomos adiante.
O local ideal naquela noite já estava em nossas cabeças, já o havíamos experimentado outras vezes. Fomos em frente, juntinhos, aproveitar a noite enluarada, a sós, no nosso cantinho público e discreto. Era o Parque Municipal, uma enorme área verde, das proximidades.


Passamos a noite toda namorando deitados na grama, embaixo de uma árvore, bem frondosa no local, protegidos do sereno.
Passado muito tempo, já surgiam os primeiros raios de sol, estava amanhecendo, nos encontrávamos neste momento nas despedidas. Beijávamos-nos muito, Madá em meu colo e eu curvado sobre ela, fazendo carícias e dizendo palavras de amor, falando suavemente.
De repente sinto uma coisa tocando em mim, Madá se virou deu um grito e de um pulo saiu correndo, eu corri atrás dela. Disparamos numa correria danada, saímos do parque, esbaforidos, mas sem testemunhas de nossa noite romântica.
Não tinha visto o que me tocou, a minha companheira disse-me que era um ratão enorme e bem gordo.
Deixei ela em casa e fui embora, para casa de Marcelo - meu irmão, ainda suado da correria.


O Retorno.


Após pouco tempo, o animalzinho retornou, havíamos deixado restos de um cachorro quente, que comemos no lanche, farelos e um inteiro que abandonei lá.
Abundavam pedaços de salsichas, de pão, de carne, enfim, uma festa para o bichinho.
Ele devia estar faminto e nos tocou, em busca de sua refeição, despertado pelo cheiro apetitoso do alimento. O instinto deve ter dado coragem a ele para nos expulsar, daquele jeito.
Pouco tempo depois chegou a companheira de Sinfrônio, a ratinha Jureminha, os dois juntinhos se esbaldaram nos restos de nossa refeição. Encheram a pança, como nunca.
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Pobre Jureminha, não demorou muito, arriou, passou mal e morreu na clareira junto do lago. Tinham ido tomar água, depois de toda aquela comida.
Sinfrônio permaneceu junto dela, amargando aquela cena triste, não aguentou depois de horas de sofrimento e se foi, deixando a companheira ao sol das onze.
Ela já começava a feder.
O efeito do mal-cheiro fez o ratinho se afastar, além de todo sofrimento que experimentou da perda de sua companheira de longas datas.
Ele havia ficado umas três horas do lado dela, sem saber direito o que houve, pois com ele nada tinha acontecido, estava em forma e satisfeito
A podridão foi resultado da quentura do dia, do sol forte.
Era o pós morte de Jureminha.


Breve Conclusão:


Eu, como narrador desse triste momento no parque (Juarez - o antecessor e causador da tragédia, o amante de Madalena), tomo a liberdade de concluir que no meio dos restinhos de que se aproveitaram os bichinhos, como alimento, deveria haver algum caquinho de vidro ou algo intoxicante, e a pobre Jureminha sem tomar consciência da matéria, a absorveu.
Deglutiu sem nem saber, sem nem sentir, o veneno, motivada pelo sabor da refeição farta. Chegou àquele estado fatal, em que se encontrava, corpo abandonado, inerte, sem Sinfrônio, sozinha junto ao lago, ao sol ...


Em breve o segundo momento disto tudo ...