Algo acontece em meu coração, quando ando pelas ruas da cidade e vejo garotas como você.
Lindas, perfumadas, muito bem vestidas.Que tal seria se todas fossem iguais a você?
Seria chato? Insoço?
Para quem? Para você claro.
Tem gente que adoraria ver muitos clones.
Mulheres semelhantes ao que a pessoa que gosta de mesmices e que criou um modelito quer ver sempre.
Sabe?
Cansaria uma de cada vez esta pessoa, mas ele ia variar em cada uma das iguais.
O gosto não muda para este ser especial.
O que muda na pessoa desejada é o cansaço quando aparece nela.
Clone serve muito bem a esta tarefa desejada.
Então, suponho eu, sua imagem nunca morreria.
Morreria você, pessoa única, igual as suas iguais.
Entendeu?
Isto seria péssimo para sua auto-estima, individual.
Você seria uma pessoa acomodada, e descansada de ser algo desigual, mas útil. Até cansar. Mas descansaria, com certeza, por tempos, sua igual lhe substituiria.
Não para todos. Ou para alguns … Isto assim pode ser real.
Os que adoram imagens. Não você, ser individual.
Uma pena você não ser tão liberal, e admitir diferenças e querer ser igual. E se permitir a modelos humanos e belos. Sem nada por dentro, só por fora, sem ser diferente.
Enjoada.
Como você foge disso?
Um vício resolve isso para você. Um vício hoje pode tornar-te virtuosa amanhã.
Desde que você não seja uma pessoa aniquilada por ele.
Um vício, vicia por dar prazer. O problema todo é este. Te torna dependente de um gosto que você adora, que te faz relaxar.
Uma bebida do além, que te deixa leve e solta, como pessoa. Um ópio, como futebol.
Talvez um gosto pessoal.
Mas como de médico e louco todo mundo tem um pouco. As experiências podem ser positivadas. Não te destruindo. Apenas te alimentando.
Um veneno pode não matar, se a dose for pequena. Concorda?
Muitas iguais a você mataria qualquer um, mesmo que tu fostes a beldade universal. E enjoasse do objeto que tu provou e não gostou.
Vícios podem ser hinos de estilos ou atitudes. Para variar e sair da realidade social, urbana.
As variedades sonoras e rìtmicas, te fazem viajar, em pulsos de ondas.
O pop é um veneno, que todos tomam de vez em quando. O rock, nem todos tomam, mas, talvez uma dosesinha (de idéias) de vez em quando não mata, não agrida tanto tua doce natureza. O hard, pode ser punk, ou um melzinho como um som emo (música da hora).
Um legião, um nirvana ou um chemical brothers se não me engano, variam ou não de tendências lógico-racionais, mas todos te levam à uma abstração da vida.
Mas acho que você deve gostar de forró, não é? Sua identificação com a Barbie regional não precisa de cor mas de um hino. Para ser igual.
O requebra, tem que ser bem barulhento, não precisa deixar nenhuma mensagem no seu coração, nem ódio, nem amor, nem moral.
Igual a você não tem mais ninguém, num rebolado, você é tudo.
Oxi, bom demais !!!
Beijinho, beijinho, xau, xau. Boa noite cinderela.