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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

O Melô do Político Levando do Bêbado.

Hoje dia 2 de novembro de 2006, está acontecendo um comício de um candidato à prefeito aqui na praça da minha cidade.
O candidato, no palanque, estava todo inflamado, acusava o opositor, (que queria retornar ao posto),  de desvios da verba da educação, na gestão anterior à sua.
De repente no meio das quase 50 pessoas que ouviam o candidato à re-eleição, um bêbado, eleitor do opositor (prefeito anterior), gritou lá do meio.
- Como?!! Safado, ladrão é você. Seu tarado.
O candidato esbravejou:
- Sou ladrão sim, porquê posso tampinha. Robo, mas faço.
O cara, cheio de lombra e puto olhou o candidato e disse:
acd
- É por isso que todo mundo transa com tua mulher na cidade, viado, tu não tem moral nem para ela.
O candidato parou,  pensou, e atacou:
- Olha cara, para tú ter o prazer e o direito de provar da minha mulher, e provar que eu sou poderoso, te dou cinquentinha do que roubei, para você mostrar que é homem como eu.
As pessoas ficaram estupefatas na praça, vendo este diálogo muito baixo. Começaram a tomar partido do homem do chão, ao lado deles. Vendo o descontrole do desejoso, discursante do palanque, ao retorno.
O bêbado, macaco velho, de noitadas das boêmias, despejou:
- Seu nojento, sei que sua mulher é muito gostosa. Eu já provei dela de graça muitas vezes. Meus companheiros de farra também, além dos seus traíras, enrustidos. Afinal, como todos sabem, V. Sª só fez roubar, e dar para os seus. Não teve tempo, para a coitada. Mas, só para fazer o mau, e sabendo que, se voce nao é macho para ela - como todos sabem - não pode ser mais para ninguém; e já que chegaste à este ponto, de oferecer-la em praça pública. Vou provar sua força. Conhecida de todos nesta cidade. Faço isto em você, bgt com ódio, mas tem que ser bem caro, com camisinha e tudo mais. Vou ficar bem seguro, para me proteger dos virus, dos machos que você conhece muito bem. Meio mundo de gente, sabe, de suas viagens, à trabalho. Comentário geral a este respeito. Dê-me, de toda a sua ladroeira - do mandato anterior, apenas dez por cento, da verba daquele contrato superfaturado, que fez para iniciar a construção da escolinha pública municipal. A V.Sª até agora não concluiu, desde o inicio de seu mandato anterior. Assim meu filho, que nao tem direito à estudar, vai ter estudo e vida digna. Vou lhe pagar com este dinheiro, conseguido com muito esforço, depois de meu serviço, uma escola particular para minha criança. Vou ter dinheiro para pagar, com certeza, até ele concluir o 3º ano, do nível médio. Eu vou fazer você babar de tanto gosto, como fiz com tua  mulher, entende? Rôo teus ossos, como você, come nosa carne. Até umas hora, podes crer. Só duas, querido. Chupa cabra. Me aguarde. Também roubarei você.
Soltou um berro de prazer e se foi, satisfeito.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O General e o Soldadinho Nervoso

Na sala do comando Central de Defesa Armada Global, estava o General Fritz. Sozinho na sala, tinha chegado sua hora. Colocou o casaco e se preparou para deixar o recinto, ia ser substituído. Era seu último dia de trabalho o sintema central havia requerido que se aposentasse.
nhyO soldado Lek entra na sala apressado e nervoso.
- General, vc é um bandido. Não podia ter requerido minha transferência para aquele Estado fétido que me mandou através de sua solicitação ao Ministro de Estado. Vai lhe custar caro.
- Quem disse que você pode entrar aqui deste jeito, soldado raso.
- Tenho todos os seus segredos, do que você fazia além do normal no seu posto.
O General partiu para cima de Lek e o bateu cheio de revolta.
Lek olhou para ele, com muita raiva, e o empurrou.
Havia no canto da sala, um botão de alarme, que estava sobre o comando do General em seus plantões. O alarme só poderia ser acionado, se, em caso de segurança máxima e grande risco o Presidente solicitasse que o responsável do momento naquela sala o disparasse.
Em outro local ultra secreto, que nunca ficava em um local certo e definitivo. Haviam cerca de cinquenta militares responsáveis por muitas ogivas, poderosíssimas, espalhadas pelo globo inteiro. Cada um deles comandavam diversas dessas armas.
O código do alarme definiria quantas e quais seriam ativadas.
Após o empurrão Fritz cambaleou, estava meio doente, em um estado emocional terrível. Não queria que aquele momento tivesse chegado. Sua vontade era trabalhar até morrer, fascinado pelo poder que tinha sobre kuyo mundo todo.
Lek revoltado não cansava de lhe esmurrar e empurrar.
Aproximavam-se do local do alarme. Lek não tinha conhecimento do local e do poder daquilo. Não sabia o que era aquele alarme. 
Num último empurrão Fritz cambaleando bateu no alarme, ficou trinta segundos encostado nele. Este era o código para todos os militares na outra sala de comando, em último caso, disparar todas as ogivas.
Fritz caiu no chão desacordado.
Lek o encheu de chutes. Em poucos segundos, ninguém estava mais vivo na Terra.
A ordem tinha sido cumprida com eficácia.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Surubim

Um dia ia passando eu e meu grande amor, após uma festança muito doida, por um beco escuro da minha cidade.
O perigo começou naquele instante.
O que vejo perto de nós?
Um mendigo.
Eu tava eu cheio de cachaça, minha muié também. Putz.
785
Vi o pobre coitado do mendigo que disse que tinha fumado uns charutos e ficou doidão. Ele fedia muito.
Pensei. Que porra esse cara fez?
A coisa tava rebolando e mostrando suas vergonhas, naquele local pobre e fedido, além de escuro e perigoso.
Eu disse a ele que isso não tinha futuro, que procurasse uma assistência, que o ajudasse.
Ele tava quase morrendo de pálido e magro.
A miséria daquela figura me fez ver uma aberração social.
A consciência que ele não tinha do estado que observei nele, fez-me ver um Dom Quixote moderno, sem seu fiel escudeiro imaginário, para quem deveria pensar se despir.
Estava abandonado naquela situação toda.
Horrenda.
Parece ter mostrado-me o inferno em que eu próprio me encontrava, naquele momento, ao lado de minha amada.
Acredito eu, que se ele não acredita no diabo, ou fugia de uma diaba, o que devia ter visto na cabeça dele, para estar daquele jeito, não era normal.
Chegava perto de ser uma figura desumana, um loucura transviada de tudo e de todos.
Ele não devia saber da condição de ser um demônio em brasas, mas devia estar desejando queimar tudo ao seu redor.
Na sua mente corrompida pelo vício, ele pensava que era uma entidade, e achava que tinha o poder de encantar, negativamente quem o visse.
Querendo mentir para todos, negando a positividade de pessoas tristes, que ainda esperavam algo de bom nesta vida.
Carnes expostas e doidas rebolando-se pra todos que chegassem perto, era a desgraça humana, corrompendo a beleza de sonhos, para quem ainda os tinha.
A cachaça deve ter-me subido a minha cabeça de vez, naquele momento. Uma overdose irreal.
Depois dali, nunca mais bebi daquele jeito.
Para não recordar daquela noite triste, acabei meu relacionamente com a pessoa que tava do meu lado naquela hora. Era meu amor.
Perdi-a.
Decidi que depois daquela emoção, sentida naquele beco, que nunca mais daquele dia em diante iria tomar tanta bebida social normal, preferi adotar o cafezinho.
É mais dócil e entorpece menos que as viagens alcoolicas. É uma bebida aceita.
O que eu experimentei naquela noite, não foi legal para mim.
Será que um dia essa a frutinha (o café) que adotei por achar saudável, que decidi tomar torrada, moída e cozinhada, de forma social e decente, também vai fermentar?
Será que ela vai embriagar como uma aguardente forte?
chicara-de-cafe
Transformar-se em um prazer entorpecente, mais potente do que hoje tem o absinto? A bebida poderosa das noites mal dormidas, das boemias vândalas?
O mendigo doidão, se ainda viver, com certeza vai querer provar desta frutinha também, se ela tiver tal alteração em sua apresentação que o deixe mais feio e louco.
Esquecer do charuto que o deixou naquele estado de confusão.
Experimentar uma coisa livre e forte. Se acessível.
Ele vai tentar, eu acho, ficar bem pior, mais poderoso e charmoso.
O charuto dele, não sei se era liberado, o frutinho dos cafezais até agora é.
A novidade pode potencializar o efeito de sua figura, infernal.
Álcool resulta naquilo.
Charuto não sei.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Bandas do leste

T.a.t.u. - Banda do oriente
Duas meninas bem legais de se ver e escutar as canções. Da Rússia – ex-URRS. Elas encantam há bastante tempo.
No idioma russo a banda chama-se Taty, que significa, “essa ama aquela”.
A dupla formada por Yulia Volkova e Lena Katina já ta na estrada fazendo sucesso desde 2003, após o lançamento do álbum “200 km/h In the Wrong Lane”.
Muitos acreditam que o conjunto tenha alcançado sucesso devido as especulações de que as integrantes seriam lésbicas.
O primeiro single (All The Things She Said) é composto majoritariamente por músicas abordando o tema gay, tratando um amor impossível. O Clip de maior sucesso do single mostra Yulia e Lena se beijando na chuva, vestidas de uniforme escolar. Foi muito popular em várias partes do mundo.
Yulia, a morena da banda (originalmente loira) tem uma filha chamada Viktoria resultado de um namoro com um rapaz de nome Pascha. Em 2007 ela engravidou novamente, de um novo namorado, Parviz.
Nesse videoclipe acima, Lena é uma general do departamento de controle de um centro de detenção que executa criminosos através de fuzilamento, a personagem de Yulia, uma mulher grávida, está no “corredor da morte”.
A dupla faz muito sucesso na Rússia e no leste europeu, também consegue um grande legado de fãs no oriente, sobretudo no Japão, Taiwan e Filipinas.
Divido com vocês e principalmente para que ainda não viu, um pouco desse som, que ouço de vez em quando. Espero que gostem.
789 Yulia (E) e Lena (D)

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Costas nacionais

As costas brasileiras, já sofreram muitos ataques, talvez por serem muito largas. Muitas muralhas foram erguidas em pontos estratégicos para protegê-las. A mais conhecida, e falada pelo país todo, talvez seja a que fica virada para o norte. A fortaleza do Fortaleza.
Tem até a estória de um casamento bi-racial e heterosexual, entre pessoas de culturas diferentes, que se amaram muito nesta terra maravilhosa. Um paraíso.

Acho que por aquelas bandas, devem ter acontecido inúmeros romances deste tipo, celebrizado na literatura nacional, através de um escritor famoso de lá.654
Porém, ultimamente, existe um lamento muito grande. As canções populares, exportadas desta e daquela região para todo o país, só fala de mulheres traídas e homens que adoram "farrear, beber, cair e levantar".
Ao som de sanfona, guitarra, baixo, teclado, bateria, percussão e outras coisas mais; dá para ver que a confusão é grande. A mulher grita num lamento infeliz, relatando um adultério cometido pelo seu ser sonhado e antes idolatrado ser, em um barulho caótico, cheia de gritos.
Pior, ela completamente cheia de ódio, as vezes ameça vinganças mil.
O homem divulga sua fama de conquistador e hébrio. Fala de noitadas maravilhosas, mulheres lindas, dançando na noite regada à muita bebida, e às vezes, comida também.
Quando querem demonstrar certos gostinhos diferentes, e esquecer o lado cruel, falam do mar, do ar e da terra através de apetitosos petiscos como carangueijos, camarões, tapiocas (beijús), arribaçãs, caldo de mocotó, rolinhas, moranguinhos do nordeste, mangas, macaxeira frita, entre outros sabores  regionais, cantados. Uma salada danada, um banquete cheio de nossos prazeres em festas à beira-mar, De noite ou de dia, durante ou depois da farra, em bares e restaurantes, de que só quem vive aqui pode oferecer ao resto do mundo.
Desculpe a semelhança com o Tango das bandas do sul, sofrido, de outra parte de nosso mundo imenso e continental. Mas é uma tragi-comédia brasileira, morena.
Toca-se em um ritmo que antes divulgava sonhos (baião, xote, forró), e que não falava tanto dos dissabores da carne. Parece uma orquestra dos horrores.
  
Heróis sendo desintegrados pela falta de solução do convívio material.
Isto não é amor. Tem a cara de alguém à beira da morte. Não sei se foi um sonho que se quebrou. Acho que estão é matando ou transformando certas raizes culturais, se não toda a estrutura acima dela. Uma árvore, quando não produz bons frutos e está doente, vai ficar viva para quê? Matemos. Esta deve ser a idéia.
asd

A globalização não necessita de culturas regionais. As pessoas enxergaram um mundo bem oportuno. A venda, dá lucros imensos. Nem que seja trágica.
Um romance, não vale tanto assim, uma tragédia pior ainda, quando se pode ter tantas em um mundo sem freios.
Ninguém é de ninguém. Ou, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
A sanfona, não sopra mais ventos de paz. Seu encher e secar, trabalhado pelo artista, antes sensível as rosas e seus odores, mechendo em suas teclas e seus botões proclamando esperanças apesar da dor. Perderam a magia.
A transformação deve ter sido tornada em um ato sexual. Com um ser doente como herança desta tragédia. Cheia de palavras, meio ao tom baixo (dos sete ou oito que o instrumento tem), de alguém querendo demonstrar conhecimento sobre uma realidade social atual.
Ficou azeda ou salgada, em excesso, perdeu o mel.
A mistura brasileira não vale mais nada, tudo virou uma coisa muito quente, gostosa, e  ruim.
Nossas costas estão mais expostas do que nunca. Ninguém sente o odor, o gosto, a pele, o amor. Só a kentchura dos das pessoas fáceis, transparentes.

Moranguinho nordestino

Framboesas, não sei do gosto dessa fruta, admirada e imortalizada nos canteiros fagnernianos nordestinos.
Diz-se - em algum lugar que vi - que a planta deve ficar entre canteiros, como se faz título nessa música imortal. Assim não haveria perdas nem problemas para o seu proprietário, que ganha com seus frutos, na colheita.
Ela se propaga muito. À cada período deve ter suas touceiras desmanchadas, e suas mudas transplantadas, para não prejudicar a produção.
Acredito que pelo fato da abundância de crescimento, apesar de ser uma planta rasteira, ela deve sufocar o ouro doce que muitos devem apreciar.


barataAgora o estranho. O inimaginável fim.

Ontem vi uma barata, passeando no meu banheiro. Suas antenas pareciam querer captar algo. Nada haver, com o que disse antes desse fruto doce, não acha?
Prossigo. Tive também uma informação, de que baratas, são riquíssimas em fungos, bactérias e vírus, e os transmite muito fácil.
Pensei, se a barata for diferente de nós em sua sensibilidade, acredito que não tenha nenhum problema com esses habitantes que proliferam muito nela, em seu corpo, causando-lhe dores.
Não tenho uma lembrança próxima, no tempo, mas sei, de experiências longíquas e por ter ouvido falar, que isso dá muita dor de barriga nos seres humanos. Esses seres, que a barata carrega, nos incomoda bastante.

framboesa

Será, que baratas, capturam sabores pelas antenas? São doces esses sabores que, como dizem ter as framboesas, elas procuram? Isso alivia as dores, que imagino, elas sentem? Baratas também são abundantes, também proliferam muito.
Acho que a barata deve ser um inseto bem azedo. A framboesa doce. Os opostos se atraem.