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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Símbolos

Coisas fáceis e coisas difíceis, eis a questão.

A facilidade tem muitos adeptos ao seu redor. Tudo no meio deles se descomplica, pela visão que eles comungam à respeito das coisas do meio em que vivem e do além deste. Por exemplo, quanto mais descomplicada a explicação dada por seus líderes, a este grupo, à respeito do social e do material onde eles estão ou não inseridos, As explanações são-lhes passadas de forma simples e natural. A atitude de seus preceptores, professores, ditadores ou algo parecido, lhe dão um novo domínio sobre suas naturezas e do ambiente que os cercam. Suas vidas adquirem um novo ar, deixando-os mais vigorosos, no seu dia-à-dia. O líder adquire mais poder através destes esclarecimentos, se torna mais admirável As explicações, entendidas, individualmente e de várias formas diferentes pela comuna lhe dá prazer e poder. As facilidades passadas à alguns membros daquela sociedade, e que nem todos gozam deste privilégio, tonam estes receptores felizes. Adquiriram através as de compromissos assumidos, de forma imposta ou proposta, novos fáceis saberes.

Os emissores das facilidades, podem ter introjetado saberes mais complexos, mas não os explicita, não convém a sábios passarem complicações adiante, Principalmente, porque os tornaria um possível alvo de seus discípulos. As coisas mais difíceis, que guardam consigo e que as vezes eles não conseguem solucionar, necessitam de consultas superiores, e compromissos por parte destes também. A nova "força" adquirida mantém seu status em seu meio.Quando os complicadores resolvem esses assuntos inferiores, lhe passam mais facilidades para ele transmitir em seu grupo Trata-se de um ilusionista, este ser, admirado por pessoas fáceis. Ilude seus ouvintes, os deixando sentirem-se sabedores, entendidos.

As coisas difíceis dão poder, prazer e gordos símbolos, dos quais os seres superiores adoram, gostam muito de os portar. Isto lhe dá enormes facilidades dentro e fora de seu grupo, que adora novos campos. O seu campo e time é diferente.e restrito. Os demais espaços ele julga com sua sabedoria entender bem. Essa forma de existência, confortável, e ás vezes até difícil, torna tudo mais alcançavel para eles. A estratégia é a de dar milhos, carocinhos pequenininhos às pessoas fáceis. Seus servos, que são cooptados ou implantados em certos campos, lhe mantém os benefícios necessários aos seus atos bárbaros. Domínios e prazeres, sempre objetivados sem fim, difíceis para a maioria.

Quanto mais difícil, mais fácil; ou quanto mais fácil, mais difícil?


Gritos, gargalhadas e gemidos

Um acidente que observei, hoje no meio da manhã, fez -me ver, algumas coisas, interessantes. Para dizer a verdade, estávamos de onde eu começo a contar essa estória, à caminho. Ia ser um cruzamento difícil em nossas vidas, para todos nós.

Ìamos em um micro-onibus, alugado a uma empresa de turismo, de nossa cidade conhecer a Pedra da Boca. Éramos 18 pessoas, onze homes e sete mulheres. Rolava muito álcool, bebidas doces, azedas amargas, de todo jeito e sabores.

Pode-se perceber pelo enredo, que o clima era de festa total, prazeres totais. Dois grupos se fizeram na viagem. Èramos
todos amigos. O menor, com duas moças e cinco rapazes, não ficava quieto. Os colegas que estavam comigo, no outro grupo, observávamos. Muitas gargalhadas, às alturas. As meninas menos expansivas riam à meio tom. Os homens pareciam querer excitá-las fazendo toda aquele barulho e bagunças.

De vez em quando uma das garotas, a mais novinha e também a
mais sapeca, Sílvia, dava uns gritinhos, a outra ficava meio desconfortável. Notei. Eu ficava olhando, por que nós conversávamos discretamente, e tranqüilos, dava até umas pausas no papo para ver aquilo.

Pensei eu. O que será que as garotas estão sentindo ali? Os gritinhos pareciam ser de prazer. A outra, menina, não gostava muito, como eram muito amigas, mesmo constrangi
da, ficava sem jeito do lado dela. Encabulada.

Teve um momento que a bagunça estava de um jeito tal, que não apenas eu, mas todas as pessoas do meu lado silenciaram. Andréia tinha entrado também na confusão. Gritava, gargalhava, e de vez em quando dava uns pulinhos. Já não sabia se no destino, eles iam estar legais. Já tinham consumido muito álcool, haviam se passado cinco horas de nossa partida, às cinco da manhã.




Tinha uns minutos que estava caindo uma chuva torrencial. Neste momen
to, mal se via o caminho. Foi quando ouvimos um barulho enorme. Um caminhão cheio de estudantes, saiu da estrada e acertou em cheio uma pedra perto. So de ver a cena e o barulho já se dava para sentir o terror dos acontecimentos. Nossos colegas calaram-se em instantes, o enorme barulho que ouviram, pareciam ter os levado à outra realidade. Nosso motorista parou para ver se podia ajudar. Eu do meu celular, nervoso, liguei para pedir auxílio. Como não sabia ao certo a quem procurar ajuda, chamei o 190.

Presenciei, muitos gemidos e gritos de dor e susto. Não viamos ninguém desacordado. Quase todos estavam feridos, uns mais, outros menos. Poucos, apenas assustados, porém, engrossavam aquele coral tenebroso, ao qual presenciávamos.

Em pouco tempo chegou o socorro, a situação foi resolvida. Continuamos a seguir nosso rumo, após este cruzamento difícil em nossas vidas.