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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Além do que vemos e sentimos.


Existe, sobre nossas cabeças, um mundo enorme, gigantesco. A população de seres que o habita é muito grande também. Eles vivem em agonia, detém uma tecnologia imensa, muito avançada, pode-se dizer de ponta (última geração) mas sabem que pelos poucos recursos, de seu mundo, necessitam explorar outros para sobreviverem.
Nós não conhecemos esta outra forma de vida. É invisível ao nosso tempo e espaço.
Mas de vez em quando, há uma presença, das quais eles nos mostram. São como correntes energéticas atravessando a nossa morada, são restos do que eles tiram de nós, arremessadas no nosso habitat para sabermos, inconscientemente, desta existência.
Em nosso mundo, existe um produto que todo o planeta utiliza no seu dia-a-dia. Não sabe a maioria dos humanos quase nada sobre ele. As informações que nos chegam hoje, é que está em extinção. Pura propaganda incrustada no resto que não tem conhecimento do real fato.
Estes seres magníficos, inteligentes, invisíveis, necessitam muito desta riqueza sub-solar, é ouro em pó em abundância. O mais interessante, é que nós, utilizamos um sub-produto, que polui muito enquanto movimentam muitas centenas de milhões de motores. É um resto, dessa matéria potencialmente importantíssima para os seres exteriores.
Estamos destruindo o planeta, com este resto. O podre está, sufocando-nos. Ninguém leva isto em consideração, por questão de preservação do status social.
Esse é o jogo dos seres gigantes. Quando não mais houver vida para nós. Pois estamos morrendo todo dia. O lquido sobrará abundante, para eles.
Nós seres superiores, não temos consciência deste fato, além de tudo tem quem ganhe com nosso engano.No fundo, somos meios cegos com esta luz imensa do progresso que vai acabar com nossas vidas e nosso habitat.
Os que não tem acesso à esta energia do mundo, vai pagar o preço também, por morarem no mesmo ambiente. Isso custa caro, para quem não tem nada haver, mas a propagando do progresso também os cega. E, de vez em quando eles usufruem deste veneno global.
Isto, amigos. Não precisa você ter a visão deste outro mundo. Basta abrir os olhos, para o nosso. Paz e felicidades eternas.

Gigante e Sábio

Um negrinho de um bairro longíquo, vinha sempre vender cocadas na minha rua. Vinha bem arrumado em roupinhas limpas, engomadas e cheirosas. Percorria todo o bairro, gritando alto, batia de porta em porta, quando as pessoas não o notavam. Usava sempre roupas brancas. E todos viam, que ele ere uma pessoa aciada. Um dia, Mustapha, não apareceu, Eu era seu freguês habitual. Sempre que ele passava, após o almoço, eu o comprava uma, por R$ 1,00. Ele ficava satisfeito com isso e sempre, me agradecia, pela compra.
No outro dia ele voltou. Rosto triste e abatido. Quase chorando. Notei pela fisionomia que ele não estava bem.
- O que houve Mustapha?
- Minha mãe faleceu ontem pela manhã, logo cedo. Foi enterrada à tarde. Ficamos o dia todo em agonia em casa.
- Meus pêsames Mustapha, sinto muito.
Ele prosseguiu no seu caminho. Mas continuava sempre dia-a-dia, percorrendo nossa rua. Só faltou no dia do falecimento e enterro de sua mãe.
Fui notando, que o garoto, já não se vestia do jeito de sempre. Estava com um aspecto diferente, meio maltratado. As cocadas não tinham a qualidade de antes. Algumas vezes até azedas.
Falei para ele, que o seu produto, já não estava tão bom, inclusive sua aparência. Ele disse que após o falecimento de D. Francisca, sua mãe, as coisas tinham piorado muito na sua casa. Ela era que providenciava tudo, para ele, cuidava de suas roupas e fazia as cocadas que ele por saber que eram boas, tinha muito orgulho em vendê-las. Disse ainda que sabia que o produto que vendia, já não era tão bom. Tinha consciência disso. Mas mesmo assim, sem ter gosto em fazer, por ter consciência desses problemas, continuava, pois precisava do dinheiro.
Passou-se uns dois meses, o pai de Mustapha, já tinha posto outra na casa dele. Uma criatura que chegava perto do que era D. Francisca, e o melhor, tratava muito bem os garotos, e começou a ajudar Mustapha em seu negõcio.
E, la vinha Mustapha, pela rua novamente, de roupas azuis, com sua bandejinha de tapiocas. Tudo para nós e pare ele, voltou a ser como era antes. Nossa alegria havia voltado.