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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

- A senhora não tem vergonha de fazer isso com esta pessoa? Como é que pode? Tá com vontade da matar alge

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Selvagerias.

- Mamãe, me lasquei.

- Como assim meu filhinho? Você tem uma rainha de mulher em casa, e se deu a esses atrasos? Eu que te ensinei tanto sobre o poder feminino! Seu babaca.

- Cheirei Jureminha mamãe, para começar. Agora ela tem provas dos restos do que provei depois do começo. Me ajuda, mamãe.

- Meu filho, fique frio que eu dou um jeito. Vou resolver este problema.

- Que moleca você, não é Jureminha? Só tinha lhe dito umas coisas, e você entendeu outras? E agora, o que faço com você, sua vadia?

- Desculpe minha patrôa, mas só de cheiro o bicho homem não vive. Quis foi mais. Agora cuida de teu futuro netinho, depois que ele nascer, vou-me embora. Ele deve ser mesmo um neto de um satanás. A senhora não contou com minha astúcia, grande imbecil. Agora vai ter que dar de mamar da sua sabedoria, sem poder. Para uma outra besta, de teu sangue, sem me conhecer. Agrega bichinhos inocentes que a pretinha aqui, curte outros lances. Teu filhinho merece isso, para não brincar com todo mundo.

Culturas de doidos.

Vi dois doidos jogando pedras numa lagoa, em um sapo, e fiquei olhando de longe a confusão.

Imaginavam salvar os patinhos, de um sapo monstruoso.

O problema é que doido não entende de nada.

Os patinhos estavam era afim do sapão.

O bicho era feio, e eles estavam com fome. O sapão ia virar a força a, refeição dos patinhos.

A lagoa morta, estava sem outra refeição, a não ser as do sapão.

Os doidos desistiram da missão.

Os patinhos comemoraram.

O líder falou, bem alto:

- Meus irmãos, esses doidos estavam pensando que agente ia morrer, coisa de doidos mesmo, se fizeram de sãos, pela nossa causa. Nós somos mais sábios que certos humanos. Não sabiam que o sapão estava roubando o que nós comemos, não nos queria matar. Não somos fracos. Não estávamos acuados. Vamos prosseguir na nossa missão, sem esses doidos atirando pedras no sapão, e acertando em nós. Exterminemos este animal egoísta, para ele não mais comer nossas moscas, as únicas comidas dessa triste lagoa. Não somos doidos. Sei que deve ser loucura irmãos, mas pato, para não morrer de fome em lagoa podre, come de tudo para escapar da fome, até sapo. Primeiro aquele bicho nojento, e depois teremos a nossa refeição farta. Nesse mundo doido, de trevas e moscas. Vamos lá, caros patos. Avante, sem os doidos.

Papo nobre.

Um cavaleiro ia passando numa rua deserta a noite, quando viu uma dama muito bonita, passeando com uma gaiola e se aproximou.

- Lady, que periquito lindo o teu? Nossa vejo que ele é roxo. Que maravilha!

- Sim Lord, só eu possuo um desses.

- Mas, bela Lady, por que não solta o bichinho? Que judiação!

- Ah Lord, é que todo mundo fica admirado, quando o vê, não tem outro desses em nosso condado. Meu periquito tem muito valor. Eu o amo muito, o adoro.

- Vejo que prezas muito as tuas posses, por isso és maravilhosa, como o teu periquito. Mas se um dia quiser soltar o pobre bichinho, meu jardim está a tua disposição, para este nobre ato. Pense nisso linda dama, teu periquitinho roxo ia te agradecer, eternamente, tendo meu jardim por lar, em liberdade.

Pintinhos.

A garota toda safadinha chegou junto do namorado e rindo lhe falou. Cheia de amor pra dar:

- Quer ver um piu piu, querido?

O namoradinho ficou bem animado. Pòxa, quero sim amor – respondeu ele, todo doce.

- Piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii-i-uuuuuuuuuuuuu …  Gostou? Depois te dou outro.

Coisas podres, brigando.

Um senhor de idade, em um passeio turístico fascinante, estava vendo as mais belas paisagens locais, sobre um penhasco, com sua amante, bem jovem.

De repente o intestino lhe apertou muito.

Separou-se do grupo, se escondeu afastado, atrás do mato, e do alto de uma pedra soltou uma rajada de lama amarela. Podre.

Um urubú que ia passando, que não tinha nada a ver com a dor de barriga do velho, e sua podridão. Voava bem rente a pedra, abaixo uns cinco metros.

Foi um banho grande em cima da ave. Ela gritou encolerizada:

- Seu filho da puta, vou me vingar daqui a pouco, me espera condenado – disse o bicho soltando fogo pelas ventas.

Para sorte do urubú tinha um cavalo podre bem no pé do penhasco, já fedia feito o cão, as carnes do defunto. Era tudo o que o bicho queria.

Pegou um pedaço dos bofes podres do cavalo bem grande no bico, e começou a subir.

Avistou o velho, de cima, com uma linda mulher de uns vinte anos, todo orgulhoso.

O velho estava a beijando todo animadinho.

O animal começou a descer, mirou no velho e soltou-lhe os bofes podres, sangrando salmoura, bem na careca.

Sobrou também as catingas para sua namorada.

- AAAAAAAAAiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii – gritou a namoradinha, assustada.

O homem começou a esbravejar:

- Bicho infeliz, isso é lugar de você descarregar seus podres? Cabra safado! – gritou o velho puto e nojento, com os bofes podres lhe escorrendo, de cima abaixo.

O urubú rindo falou, em cima do homem, já se afastando:

- Tou vingado cabra podre e nojento. Já contasse pra tua amante que tu vive se cagando, e para ela não ver das bostas moles, caga escondido. Manda agora ela dar um cheirinho na tua traseira, para ela saber como tu és. Todo folgado! Cheiroso!

Disse isso e foi ao rio, tirar as catingas podres de cocô, do folgado conquistador.

Insumos tristes.

A rigidez em uma forma métrica determina padrões.

A ditadura disto, nem sempre são razões.

Paralisa as vezes de ver o belo dos sonhos.

Um milimétrico pensar.

Que em espaços curtos, não existem mundos perfeitos.

*

O vencer almeja encaixes padronizados.

O ter neles o gozo das formas destinadas.

A desconfiança das situações, são faltas à contarem.

Os desejos em lindas formas, são experiências milenares acumuladas.

As faltas dão pesares, das incertezas.

*

Tuas coxas secas agora diante de mim.

O homem seco por trás de ti.

Mostram-me uma forma que se foi sem sonhos.

Faltam encaixes para muitos sonhos.

A beleza antes em ti residida.

Foi morar bem longe, em um mundo desmedido, que não tinhas.

*

Antes tarde do que nunca, o perceber.

Diante das tantas loucuras oferecidas.

O prazer não tem medidas.

A falante das naturezas humanas.

Não passa os tempos sem aprender.

A dureza dos padrões quando não se alcança.

Mesmo se negando, mata homens no desmedido sofrer.

*

Enfim, padrões as vezes são desrazões para quem não os tem.

Subliminares.

O amor vinha e voltava, pareciam ondas em toques frios.

A pedra de sal do coração, bombeava jatos quentes sanguineos, com esta leveza.

Ao sentir.

A enxurrada percorria meu corpo, por cada canto.

Me recordo e questiono como aquela frieza me aquecia?

A ausência do fogo explicava tudo.

Meio tempo fora dela, já me faltava o fôlego.

E o amor fugia, então.

O gostoso era sentir o frio me esquentar.

O gostoso era a sensação do borbulhar.

Àgua morna num chão frio, faz o vapor subir no ar.

A pedra dura, retém um pouco o desaguar.

Ela escorre sobre a pedra, soltando uma fina fumaça.

Mas a agúa, se não evapora nela, espalha-se.

Com este fugir.

Resta a sensação do vapor, em fim.

Chazinho com amigas.

Jorginho, vá brincar com sua irmãzinha, a coitadinha está tão sozinha lá com as suas bonecas.

Jorginho foi, obediente.

- Olá Frederica, vim brincar com você, posso?

- Claro Jorginho, peque aquele vestidinho vermelho em cima da cama para eu vestir nela. Acho ele lindo.

- Agora Frederica.

Frederica vestiu sua filha com a roupa mais bonita que ela tinha. Penteou-lhe os cabelos. colocou perfume, e uns sapatinhos pretos, para dar destaque aos tornozelos descobertos da bonequinha. Pois eram bem feitos.

- Que você achou Jorginho?

- Acho que se os sapatinhos fossem dourados chamava mais atenção.

Frederica obediente ao seu irmão, bem mais velho do que ela, fez o que ele disse.

- Que tal está agora Jorginho?

- Está muito linda a sua filha, Frederica. Só falta uma pintura chamativa no rosto agora, para ela arrasar.

Novamente Frederica fez o que ele falou.

- Bom Jorginho, agora ela vai arrasar no chá das cinco, obrigada pela ajuda.

- Oxe, eu pensava que tú estava vestindo ela para uma festa à noite, quando colocou o vestido sexy vernelho. Por isso achei que ela devia ficar bem mais interssante e chamativa.

Pensou, pensou e chegou a conclusão:

- Desfaz tudo Frederica. Coloca nela, algo mais suave. Afinal em um chá das cinco, só vai ter mulheres. Lava o rosto dela também, tira esta maquiagem carregada que você colocou.

- Obrigada pela ajuda, Jorginho, tinha pensado um pouco assim, mas agora sei que estava certa disso também.

Flechadas ambientais.

A dita cuja parece uma flecha a me perseguir.

Olho a nos olhos, e nada vejo em importância para tal fato.

Será que ela não me respeita como chefe?

Outra vez ela novamente, estava agoniada, a me arrodear.

- Cara Noêmia, me deixe em paz, por favor, preciso de sossêgo para pensar.

Eu estava no meio de um texto muito importante, a professora havia me pedido para ajudar ela em uma pesquisa sobre, Aids.

Noêmia parecia perceber aquilo, e me atrapalhava de propósito. Tinha certeza disto.

- Meu chefe. Estou precisando de sua ajuda, lá no banheiro.

- Pôrra, Noêmia me dá um tempo. Que tem lá?

- Chefe, ta vazando água pela descarga, está esborrando tudo. Muita sujeira lá.

Aí me lembrei, que tinha feito umas necessidades intestinais. Apressado não coloquei o balde de água. A válvula estava quebrada. Dessa vez deve ter quebrado de vez a válvula.

Fui ajudar Noêmia.

Nossa, a desgraça estava feita.

Ah, se não fosse Noêmia, agora para me ajudar!

- Obrigado Noêmia pelo que você fez, você é um anjo – disse a ela, meio arrependido.