Um senhor de idade, em um passeio turístico fascinante, estava vendo as mais belas paisagens locais, sobre um penhasco, com sua amante, bem jovem.
De repente o intestino lhe apertou muito.
Separou-se do grupo, se escondeu afastado, atrás do mato, e do alto de uma pedra soltou uma rajada de lama amarela. Podre.
Um urubú que ia passando, que não tinha nada a ver com a dor de barriga do velho, e sua podridão. Voava bem rente a pedra, abaixo uns cinco metros.
Foi um banho grande em cima da ave. Ela gritou encolerizada:
- Seu filho da puta, vou me vingar daqui a pouco, me espera condenado – disse o bicho soltando fogo pelas ventas.
Para sorte do urubú tinha um cavalo podre bem no pé do penhasco, já fedia feito o cão, as carnes do defunto. Era tudo o que o bicho queria.
Pegou um pedaço dos bofes podres do cavalo bem grande no bico, e começou a subir.
Avistou o velho, de cima, com uma linda mulher de uns vinte anos, todo orgulhoso.
O velho estava a beijando todo animadinho.
O animal começou a descer, mirou no velho e soltou-lhe os bofes podres, sangrando salmoura, bem na careca.
Sobrou também as catingas para sua namorada.
- AAAAAAAAAiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii – gritou a namoradinha, assustada.
O homem começou a esbravejar:
- Bicho infeliz, isso é lugar de você descarregar seus podres? Cabra safado! – gritou o velho puto e nojento, com os bofes podres lhe escorrendo, de cima abaixo.
O urubú rindo falou, em cima do homem, já se afastando:
- Tou vingado cabra podre e nojento. Já contasse pra tua amante que tu vive se cagando, e para ela não ver das bostas moles, caga escondido. Manda agora ela dar um cheirinho na tua traseira, para ela saber como tu és. Todo folgado! Cheiroso!
Disse isso e foi ao rio, tirar as catingas podres de cocô, do folgado conquistador.
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