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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Tubarões, nunca tinha os visto de pertinho.

O mar não estava para peixinhos, estava rico de tubarões. A diversidade era grande segundo o instituto que dava apoio as atividades tranquilas dos banhistas. Acho que é para isso que ele serve aqui neste local.
Era meu último dia de visita.
A cidade é muito bonita, cheia de história em seus monumentos, uma diversidade geo-espacial significante, do litoral aos limites - bosques, plantações, indústrias, parques, lagos, até açudes para pescarias, enfim de tudo tinha em abundância.
Achei tão bom o passeio, que não queria esquecer mais nunca dali. Tirei fotos de todas as formas com minhas acompanhantes de viagem. As imagens que mais gostei foram as do hotel. Magnífico, muito luxo, vale tudo o quanto pagarei.
As moças neste dia estavam inspiradas, tanto nas roupas, curtas, transparentes, coloridas, bem alegres: quanto nas gracinhas que faziam.
Discretamente as coisas aconteciam, e eu no centro delas. Me sentia todo bom. Minhas coleguinhas faziam parte de um grupo chamado “Amigos de Viagens”, que tinha na minha cidade. Nos inscrevemos no programa e agora estávamos todos juntos aqui.
Agente se inscrevia, colocava o perfil e através de um processamento e cruzamento de informações, eram escolhidos acompanhantes adequados em número de cinco pessoas. Pelas minhas informações, disseram que este era meu grupo sugerido da forma mais rigorosa possível. A empresa nunca falhou nas escolhas.
Para fechar com chave de ouro estou eu aqui agora, com minhas belas amigas, curtindo o domingão nas areias escaldantes do meio-dia. A curtição continuava.
Apesar do aviso do controle da praia para não entrar na água. Resolvi que para não deixar as minhas colegas esquecerem de meus atributos atléticos, iria mergulhar, que era meu esporte preferido.
Subi em um trampolim muito legal que tinha lá. Acho que a parte mais alta tinha uns dez metros de altura. Pulei, fazendo um mortal duplo de costas, as garotas na areia foram ao delírio com a perfeição estética do ato.

Nado de volta a praia, quando de repente, vejo uma barbatana se aproximar de mim, desesperado, nado à toda velocidade, o bicho não sai de trás, eu grito por ajuda, não tinha salva-vidas por perto.
Sinto as primeiras dentadas na minha carne. Na batata datubnarao-martelo perna primeiro, depois na coxa, o sangue começa a inundar dos lados. De repente, do céu, começa a baixar um helicóptero. Os homens agem rápido e me salvam.
Na minha cidade, já reestabelecido, vou fazer o pagamento da segunda prestação dos serviços da empresa, ainda de muletas.
- Vocês foram demais, o passeio foi incrível, tudo seria muito bom, se não fosse uma coisa. A presença daquele trampolim no mar nos excita a querer exibirmos nossos dotes. Num dia perigoso como aquele, cheio de tubarões, arruinou a minha viagem. Quando mandarem turistas para lá de novo, acho que podiam fazer esta advertência. para os viajantes, tem perigo ali. Obrigado e até o próximo mês, na terceira prestação.

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