Acordando.
Já eram por volta das três horas da tarde do domingo. Havia me acordado havia pouco tempo. Não almocei. Tomei um copo de leite com bananas e me senti satisfeito com aquilo, pronto para aguentar até o jantar.
Disse a Marcelo que ia à casa de meus amigos, para juntos assistirmos uns vídeos novos que tinha baixado da internet. Tinha de tudo nos arquivos, nós íamos aproveitar bastante até a noite quando pretendia voltar para minha casa, resolver a situação do dia anterior. Achei melhor aproveitar um pouco mais minha liberdade momentânea.
Me despedi de meu irmão e saí.
Já na rua, peguei meu MP4 e liguei, meti a mão no bolso e vi que tinha deixado o cabo em casa, ia complicar para passar os vídeos para o PC de meu amigo. Quis voltar para casa naquela hora, aí resolvi que não deveria voltar por enquanto, devia dar mais um tempo, até enfrentar aquelas ferinhas, querendo me morder, junto com a patroa brava. Minha família.
Também não fui á casa dos meus amigos, fui em direção ao Parque, remoer a confusão da mulher.
Procurei um banco para sentar, passei pela árvore da madrugada anterior. Lembrei de Madá, e do que fizemos alí embaixo, juntinhos, sem culpa nenhuma entre nós.
Veio à minha mente aquela sensação gostosa de estar ao ar livre namorando, sentindo o ar frio, o ruído de folhas ao vento, além do corpo quente e macio da companheira da hora.
De repente lembro da coisa me tocando, quando eu estava bem relaxado, no meu romance. O ratão gordo, segundo Madá.
Disse a Marcelo que ia à casa de meus amigos, para juntos assistirmos uns vídeos novos que tinha baixado da internet. Tinha de tudo nos arquivos, nós íamos aproveitar bastante até a noite quando pretendia voltar para minha casa, resolver a situação do dia anterior. Achei melhor aproveitar um pouco mais minha liberdade momentânea.
Me despedi de meu irmão e saí.
Já na rua, peguei meu MP4 e liguei, meti a mão no bolso e vi que tinha deixado o cabo em casa, ia complicar para passar os vídeos para o PC de meu amigo. Quis voltar para casa naquela hora, aí resolvi que não deveria voltar por enquanto, devia dar mais um tempo, até enfrentar aquelas ferinhas, querendo me morder, junto com a patroa brava. Minha família.
Também não fui á casa dos meus amigos, fui em direção ao Parque, remoer a confusão da mulher.
Procurei um banco para sentar, passei pela árvore da madrugada anterior. Lembrei de Madá, e do que fizemos alí embaixo, juntinhos, sem culpa nenhuma entre nós.
Veio à minha mente aquela sensação gostosa de estar ao ar livre namorando, sentindo o ar frio, o ruído de folhas ao vento, além do corpo quente e macio da companheira da hora.
De repente lembro da coisa me tocando, quando eu estava bem relaxado, no meu romance. O ratão gordo, segundo Madá.
Vista, e cheiro.
Achei um banco, perto dele, vi um ratinho podre, na beira do lago, com formigas a devorar sua carne, e alguns tapurús brancos por cima. Fui me afastando um pouco devagar. Senti o mau cheiro da degeneração daquela carne.
Era cedo ainda, sentei e comecei a armar uma conversa e possibilidades para resolver o meu problema doméstico. Escutando músicas pelos headphones.
Pareciam buscar em seus peitos o leitinho para saciar o que lhes matava, querendo mamar como estavam acostumados.
A ausência repentina de sua mãe, dava-lhe pouco tempo de vida. O instinto animal os levou até ali. Numa longa procura.
As formigas que comiam sua mãe mordiam-lhes nos focinhos, eles soltavam um grunhido, mas continuavam insistindo, no ato de procurar sulgar os seios da defunta, ignorando tudo de ruim dali.
No céu, bem do alto, começa a descer um urubú enorme, sentindo a oportunidade de saciar-se. Aproxima-se do corpinho no chão, os filhotinhos fogem, assustados com a ave.
Um deles, não consegue, torna-se a primeira refeição do gigante negro.
Os outros, com certeza também irão encontrar um fim doloroso, mas diferente. Espalharam-se pelo Parque, correndo da morte.
A ave de rapina olha o ser que despertou-lhe o desejo, começa a devorar-lhe, arrancando-lhe os pedaços.
Vejo a cena, e fico observando o urubú trabalhando, limpando a grama do Parque.
Voltando.
Já estava anoitecendo, me levantei, já tinha no pensamento a idéia do que ia fazer, quando chegasse em casa.
Andei mais um tempo pela cidade um pouco além do cair da noite, respirei fundo e fui para meu lar por meu plano em prática.
Bato na porta, a patroa abre, ainda de cara feia ...
… a esperança da solução está perto, na próxima rodada, vamos ver se acertei …
até breve.
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