Um moreno de barba me olhou fortemente na rua hoje.
Nesses tempos difíceis de terror, me assustei com aquele homem me reparando firmemente.
Passei por ele, deixei-o para trás e aquele momento ruim.
Andei uns dois quarteirões.
Senti uma pressão nas costas.
- Não se vire, já são mais de dez horas da noite, na rua ninguém vai te acudir agora.
Gelei. Minhas pernas pareciam borrachas sem ossos. O suor, escorria pelo meu rosto.
- Para todos os efeitos, esqueça de mim, e da noite de hoje. Já te conheço bem. Sei onde você vai. Onde você mora.
Eu havia saido apenas para comprar cigarros, já não sabia se voltaria para casa.
- Por que você acha que estou lhe fazendo isto? Não entende?
Tive vontade de me virar olhar o homem de frente e acabar logo com aquilo. Perguntando o que ele queria. Eu só tinha dez reais no bolso. Nada mais.
- Oha, sei como tu vive também - falou.
O estranho só faltava soprar palavras em meus ouvidos. Mas meu medo já estava passando, a cada passo que eu dava, com aquilo em minhas costas. Este devia ser este o seu objetivo, que eu perdesse o medo.
- Não se grila, não vou te fazer mal. Tu não sabes como vivo perto de você.
Aí, me virei. O homem estava com um capuz preto na cabeça. Me deu o revólver. Estranhei.
- Você vai me fazer um favor imenso. Quero que pegue a arma, vamos até aquele terreno escuro e cercado. Mate-me.
Eu, me senti mal, durante toda a caminhada, com aquele cara apertando aquele objeto às minhas costas, claro.
- Chegamos, atire.
O homem se virou de costas, deu uns passos adiante. Encostou-se com o rosto colado na parede escura, no fim do terreno e tirou o capuz.
Eu atirei. O cara caiu no chão. Estava morto.
O problema disto tudo, é que atirei para o chão. O homem morreu do susto. Caiu de costas. Rosto para cima.
Ao ver seu rosto, vi nele um velho de mais de oitenta anos. Entendi o motivo de sua morte. A emoção de a sentir (a morte pelo som), após o estalido, fez seu coração bastante usado, parar.
Não o conhecia, nunca o tinha visto antes.
Pensei que tinha atirado para assustar o moreno de barba, que havia passado por mim e me aterrorizado antes, não era ele.
Nesses tempos difíceis de terror, me assustei com aquele homem me reparando firmemente.
Passei por ele, deixei-o para trás e aquele momento ruim.
Andei uns dois quarteirões.
Senti uma pressão nas costas.
- Não se vire, já são mais de dez horas da noite, na rua ninguém vai te acudir agora.
Gelei. Minhas pernas pareciam borrachas sem ossos. O suor, escorria pelo meu rosto.
- Para todos os efeitos, esqueça de mim, e da noite de hoje. Já te conheço bem. Sei onde você vai. Onde você mora.
Eu havia saido apenas para comprar cigarros, já não sabia se voltaria para casa.
- Por que você acha que estou lhe fazendo isto? Não entende?
Tive vontade de me virar olhar o homem de frente e acabar logo com aquilo. Perguntando o que ele queria. Eu só tinha dez reais no bolso. Nada mais.
- Oha, sei como tu vive também - falou.
O estranho só faltava soprar palavras em meus ouvidos. Mas meu medo já estava passando, a cada passo que eu dava, com aquilo em minhas costas. Este devia ser este o seu objetivo, que eu perdesse o medo.
- Não se grila, não vou te fazer mal. Tu não sabes como vivo perto de você.
Aí, me virei. O homem estava com um capuz preto na cabeça. Me deu o revólver. Estranhei.
- Você vai me fazer um favor imenso. Quero que pegue a arma, vamos até aquele terreno escuro e cercado. Mate-me.
Eu, me senti mal, durante toda a caminhada, com aquele cara apertando aquele objeto às minhas costas, claro.
- Chegamos, atire.
O homem se virou de costas, deu uns passos adiante. Encostou-se com o rosto colado na parede escura, no fim do terreno e tirou o capuz.
Eu atirei. O cara caiu no chão. Estava morto.
O problema disto tudo, é que atirei para o chão. O homem morreu do susto. Caiu de costas. Rosto para cima.
Ao ver seu rosto, vi nele um velho de mais de oitenta anos. Entendi o motivo de sua morte. A emoção de a sentir (a morte pelo som), após o estalido, fez seu coração bastante usado, parar.
Não o conhecia, nunca o tinha visto antes.
Pensei que tinha atirado para assustar o moreno de barba, que havia passado por mim e me aterrorizado antes, não era ele.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado, por dizer o que achou do post, valeu