Do lado de cá não vejo o que aconteceu, apenas a fumaça subindo ao céu. Uma murada branca alta me separa do barulho que escutei.
Meu receio de observar algo ruim, não permitiu a minha curiosidade prosseguir na missão. Após o barulho, ouvi uma correria.
O fato é que pode não ter sido o que imaginei, eram vozes de crianças correndo, como se fugissem de algo, após o estrondo abafado e alto.
Sentei, e encostei as costas na parede, cheia de pregos em cima, para que ninguém se atrevesse a por as mãos sobre ela.
Gritos! Escutei gritos!
As crianças estão voltando?
Continuo encostado na parede. Minhas mãos esfriam. Penso em algo ruim. Como se elas tivessem a sair em busca de socorro para alguém, e voltassem. Talvez um acidente. Uma coisa feia.
Para não ver o que aconteceu me levanto e vou-me saindo, lento e devagar, tentando não fazer barulho.
Sigo em frente, e dobro em direção ao lado do muro que me separava do que temia, ia para casa de um amigo.
Olho, para o espaço que imagino ter acontecido tudo, e, estranho, não vejo ninguém.
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