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sábado, 28 de março de 2009

Medo de nada.

Do lado de cá não vejo o que aconteceu, apenas a fumaça subindo ao céu. Uma murada branca alta me separa do barulho que escutei.
Meu receio de observar algo ruim, não permitiu a minha curiosidade prosseguir na missão. Após o barulho, ouvi uma correria.

O fato é que pode não ter sido o que imaginei, eram vozes de crianças correndo, como se fugissem de algo, após o estrondo abafado e alto.
beto
Sentei, e encostei as costas na parede, cheia de pregos em cima, para que ninguém se atrevesse a por as mãos sobre ela.

Gritos! Escutei gritos!

As crianças estão voltando?

Continuo encostado na parede. Minhas mãos esfriam. Penso em algo ruim. Como se elas tivessem a sair em busca de socorro para alguém, e voltassem. Talvez um acidente. Uma coisa feia.

Para não ver o que aconteceu me levanto e vou-me saindo, lento e devagar, tentando não fazer barulho.

Sigo em frente, e dobro em direção ao lado do muro que me separava do que temia, ia para casa de um amigo.beto

Olho, para o espaço que imagino ter acontecido tudo, e, estranho, não vejo ninguém.

beto

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